O termo da indústria cultural é
um conceito criado pelos filósofos Max Horkheimer e Theodor Adorno, que visa
criticar a forma como é feita a produção e distribuição de aspetos culturais, para
que seja obtido lucro com essa criação. Este tipo de indústria busca um padrão
comum e pré definido para que o seu consumo seja rápido e de maior alcance, e
que se adapte ao seu público-alvo. No geral, o pretendido é criar uma fórmula
que consiga captar e manter o maior número de pessoas na obra produzida. Este
tipo de indústria acaba por ter uma ideologia onde o ser humano se torna um
alvo fácil de objetificação, visto que a intenção da indústria acaba por ser juntar
em massa todas as pessoas, para que os seus produtos sejam mais impactantes e,
monetariamente, os seus lucros superiores. Leia – se o que dizem os autores e
filósofos Adorno e Horkheimer num excerto do livro ‘A Indústria Cultural’
escrito por eles, acerca deste assunto.
“A racionalidade técnica hoje é a
racionalidade da própria dominação. Ela é o carácter compulsivo da sociedade
alienada de si mesma. Os automóveis, as bombas e o cinema mantêm coeso o todo e
chega o momento em que o seu elemento nivelador mostra sua força na própria
injustiça à qual servia. Por enquanto, a técnica da indústria cultural levou
apenas à padronização e à produção em série, sacrificando o que fazia a
diferença entre a lógica da obra e a do sistema social.” (Adorno e Horkheimer,
1986).
Neste excerto é feita a crítica à
padronização e produção em série por parte de algumas indústrias como as do
cinema, automóveis e bombas. Note – se que para além destas podem ser referidas
algumas outras mas é notória a ideia que querem transmitir.
As indústrias da televisão e
imprensa são outros grandes exemplos de onde se aplica esta teoria da indústria
Cultural - são encontradas fórmulas para chegar a um maior número de
espetadores. Os programas em que teoricamente se espera uma audiência maior,
são normalmente transmitidos sempre às mesmas horas, como é o caso do
telejornal e das novelas da noite, por exemplo. Deste modo o publico massa num
só, já começa a decorar o padrão, e cria-se um hábito de ida à TV àquela hora.
Assim, a indústria consegue aglomerar um maior número de pessoas e aumentar os
seus lucros. Podemos também, como disse anteriormente, pegar nos exemplos das
telenovelas para exemplificar este conceito. A forma como estes pretendem
transmitir, de uma maneira exuberante, uma mensagem consumista, de que as
pessoas com mais dinheiro são sempre associadas a grandes posses, como bonitas
casas e grandes carros, e pessoas mais pobres o contrário. Os produtores ao exporem
este estilo de vida nas suas novelas pretendem que se torne viral e mais uma
vez chegar a um maior número de pessoas.