Hoje em dia vivemos num ciclo que não nos permite saber bem o que queremos e as necessidades que sentimos falta, na nossa vida andamos sempre muito ocupados e extremamente nervosos, este estilo de vida torna-nos pessoas imensamente consumistas e como de facto não as conseguimos satisfazer geram-se abismos emocionais. Vivemos numa sociedade extremamente materialista que dá mais valor a objetos físicos do que propriamente a valores sentimentais, esta condição serve de mascara para esconder as fases menos boas da nossa vida e o acumular de stress e ansiedade que grande parte da sociedade e população sente, as pessoas mentalizam-se de uma maneira, para que a posse e aquisição de novos objetos e valiosos bens materiais esconda de algum modo a solidão e cansaços que possam sentir, principalmente as pessoas de grandes e movimentadas áreas urbanas.
Na obsessão de cada vez mais objetos e materiais mais ricos a sociedade entra num ciclo cansativo e exaustivo de procura de trabalho, que se afasta cada vez mais do que é um ideal de vida saudável, este ato provoca um sentimento de frustração na maior parte das pessoas, e tem única e simplesmente o objetivo de aumentar o seu número de bens e preciosidades.
“Todas estas consequências derivam do facto de que o trabalhador se relaciona ao produto do seu trabalho como a um objeto estranho. Com base neste pressuposto, é claro que quanto mais o trabalhador se esgota a si mesmo, tanto mais poderoso se torna o mundo dos objetos, que ele cria perante si, tanto mais pobre ele fica na sua vida interior, tanto menos pertence a si próprio. “ (Karl Marx, 1993).
Com este excerto de Karl Marx, observamos exatamente o que foi descrito em cima, as pessoas a trabalharem horas e horas a fio, dizem elas que para seu bem, acabam por se maltratar ainda mais afetando assim a sua saúde e bem-estar. Ao praticar este tipo de ações comprometem ainda o tempo com a família a e amigos, estes que sim, são genuinamente uma mais-valia e indispensáveis para que se leve uma vida saudável e feliz, evitando falsos moralismos como são a aquisição de bens. A sociedade foi impingida a acreditar que o crescimento económico é a solução para todos os problemas em seu redor, passando assim por cima de grandes problemas sociais, culturais e ambientais.