O plástico encontra-se no nosso dia a dia em todo o nosso redor, é difícil, principalmente para aqueles com um nível financeiro menos elevado obter objetos que não contenham esse material barato. Basta imaginar a quantidade de pessoas que as famílias e grupos de classe mais baixa formam, é um facto óbvio que a produção de objetos que contenham plástico vai ser sempre elevada porque em primeiro lugar o objeto torna-se sempre mais barato e em segundo é um material que na maioria das vezes se torna pouco resistente tendo em conta a utilidade de certos produtos por isso vai existir uma maior compra repetitiva dos mesmos. A verdade é que o plástico veio fazer com que a criação em massa fosse facilitada e a necessidade de certos produtos em grande quantidade pela sociedade fossem de forma mais barata e rápida parar às mãos das pessoas.
Esta utilização por vezes chega a ser inconsciente e durante muito tempo, até hoje em dia, o plástico é utilizado por grandes empresas sem haver um pensamento sobre as suas consequências, pois é mais importante o dinheiro que lhes é dado do que o estado em que maior parte da sociedade vive, desde as ruas, a inalação e consumo de micro plásticos e substâncias tóxicas. Aquilo que está à nossa volta acaba por se tornar ou entrar no nosso próprio corpo. No fundo a culpa não é do consumidor, que apenas tem a capacidade de comprar os materiais mais baratos, mas das grandes empresas que tornam outros materiais inacessíveis e apenas pensam na produção e lucro.
Existem vários setores que utilizam o plástico no dia a dia, o setor das embalagens, da construção, dos têxteis, transportes, produtos desde eletrônicos a brinquedos com que as crianças brincam todos os dias. Apesar de muitas destas coisas eu poder observar no meu dia a dia, agora com consciência, só com uma idade mais avançada é que me apercebi da quantidade de plástico com que brincava, ou seja, que estava inserida na produção dos brinquedos durante o início dos anos 2000 e apesar de existir uma quantia pequena de brinquedos feitos com outro material, a verdade é que a maioria daqueles que possuía que não eram em plástico tinham sido passados para mim de gerações anteriores, provando a sua durabilidade e demonstrando que a utilização do plástico se tornou abismal. Escrevo agora um exemplo com objetos em concreto: pertenço a uma família com 4 pessoas, uma delas é um irmão, ambos tínhamos pequenas cadeiras que em escala serviam perfeitamente para o nosso tamanho a partir dos dois anos, apesar do seu uso, que foi grande, uma das cadeiras tinha pertencido ao meu pai quando ele também passou por essa idade, no entanto nós éramos dois e nos anos 2000, sem as encomendas online só foi possível arranjar aquilo que estava ao nosso alcance, uma cadeira amarela de plástico. Até hoje a cadeira de madeira ainda está intacta. O problema é que o plástico não dura como objeto, mas sim como material, provavelmente muitos dos brinquedos utilizados foram partidos e já não podem ser utilizados de acordo com a sua função inicial, mas o plástico que neles existia até hoje está algures no mundo.