Recentemente tem-se visto as constantes ameaças do presidente norte americano, Donald Trump, basicamente ao planeta inteiro, mas destas todas, uma mais recente são os ataques à Venezuela com a sua justificação de impedir o narcotráfico.
Irei falar deste tema com a ajuda da teoria de Anibal Quijano, “Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina”, que resume bem o problema base e as verdadeiras intenções desta possível guerra.
Como é de conhecimento geral, o polémico presidente, já começou vários conflitos desde que começou o seu mandato, apesar de se autointitular de pacífico e de ter resolvido vários conflitos, qualquer pessoa que não esteja consumida nas suas histórias, consegue perceber as mentiras que ele conta, dentro destas, está as verdadeiras intenções desta invasão á Venezuela e os ataques ao presidente deste país Nicolás Maduro.
Como não é novidade, os Estados Unidos da América já invadiram vários outros países com falsos motivos, quando quase sempre, o que se acredita ser o real objetivo, contando com a minha opinião pessoal, é o alto teor de petróleo encontrado em ditos países e outros motivos para lucro pessoal do país. Por ser um negócio altamente lucrativo e onde os EUA têm grande negócio nacional, temos vários exemplos onde isto aconteceu, nomeadamente: Irão, Israel contra palestina, juntamente com o projeto Canal Ben Gurion e agora mais recentemente este exemplo da Venezuela.
Como Quijano explica na sua teoria, a América Latina, sempre foi controlada e colonizada por diferentes países, especialmente europeus e os EUA, criando uma desigualdade de poder económica que é bastante visível e impossível de negar. Tendo esta noção básica, é fácil de observar que Donald Trump tem o objetivo de controlar este mercado rentável e querendo-o para si e para o seu próprio lucro. E acredito nesta teoria bastante evidente pois justamente o país que ele decidiu atacar, a Venezuela, é o maior produtor de petróleo da América Latina, quando nem sequer é a maior produtora de droga da mesma zona, sendo esta a Colômbia.
Mas por esta má fama da zona, muitos dos seus seguidores, se deixam levar por este falso pretexto para atacar o país acreditando nas mentiras absurdas contadas, tanto do país como do presidente venezuelano. Esta estratégia de marketing é muito utilizada por Trump, que fala mal de todos os países ou pessoas que ele vai contra, criando assim uma onda de odio contra os tais, dando-lhe assim mais liberdade de fazer o que quiser, contra os seus oponentes, fazendo o seu culto de fãs dar-lhe apoio e também os financiadores que ganham com estas guerras e colonizações puramente criadas para os seus lucros pessoais.
Se trump for sucedido nesta guerra, ele irá partir para outro ponto da teoria, Legitimação da Dominação, onde o eurocentrismo serviu como justificação ideológica para o colonialismo e o racismo. A "diferença" racial foi transformada em desigualdade, naturalizando a subalternidade dos povos não europeus. Onde também já se viu a instrumentalização do ódio para conseguir os seus objetivos, como o racismo contra imigrantes tendo dado asas às operações da ICE, grupo policial puramente criado para prender e deportar imigrantes, independentemente se são cidadãos, ilegais ou não, puramente por o perfil da pessoa.
Onde se ele suceder em ter apoio do país para invadir a Venezuela, pode passar ao controlo do seu comércio, sendo o mais importante, como dito antes, a produção de petróleo.